FAP 2027 liberado: o que o acidente do ano passado vai cobrar da sua empresa
26 out 2026 · SafeMed

O dono de uma britagem em Eunápolis olha a guia da contribuição e pergunta por que a dele subiu, se a do concorrente do lado desceu. A atividade é a mesma, o número de funcionários é parecido, o faturamento também. A diferença não está no ramo: está no histórico. A consulta ao FAP 2027 foi liberada, e é exatamente esse histórico que acabou de virar número.
O que é o FAP, sem juridiquês
O FAP é um multiplicador aplicado sobre a contribuição que a empresa paga para financiar os benefícios por acidente de trabalho. Ele não é igual para todo mundo dentro do mesmo ramo. A empresa que acidenta menos, afasta menos e tem menos doença ocupacional registrada paga menos que a vizinha de mesma atividade. A que acidenta mais, paga mais.
Na prática, é o governo comparando sua empresa com as outras do mesmo setor e cobrando a diferença. O que entra nessa comparação vem do que a própria empresa declarou: acidentes comunicados, afastamentos, benefícios concedidos aos seus trabalhadores. Nada é inventado — é o seu próprio dado voltando como conta.
Por que isso pega forte aqui no Sul da Bahia
Na nossa região, os setores que mais sentem são justamente os que mais empregam:
- Pedreira e britagem: ruído, poeira, máquina pesada. Afastamento por perda auditiva e por lesão de coluna aparece anos depois e cobra caro.
- Construção civil: queda, corte, esforço. É o setor com mais acidente comunicado e o que mais sofre no multiplicador.
- Fazenda e lavoura: calor, ferramenta de corte, transporte interno. Muito acidente que vira afastamento sem nunca ter virado CAT direito.
- Transporte: jornada longa, coluna, saúde mental. Afastamento prolongado pesa mais que acidente pequeno.
- Comércio: parece seguro, mas LER/DORT de caixa e repositor é afastamento recorrente.
O erro mais caro: achar que é só conta de contador
Muito empresário trata o FAP como assunto do escritório de contabilidade. Não é. O contador recebe o número pronto — ele não tem como mudar o que já aconteceu no chão da obra no ano anterior.
Quem muda o número do ano que vem é quem cuida da segurança agora. É o PGR que aponta o risco de verdade e não o genérico copiado de outra empresa. É o exame periódico feito no prazo, que pega a alteração cedo, antes de virar afastamento longo. É a CAT emitida corretamente, nem a mais nem a menos. É o treinamento registrado. É o EPI entregue com comprovante.
O que fazer com a consulta aberta
- Acesse e veja o seu número. Não deixe para descobrir na guia. A consulta mostra também o que entrou no cálculo.
- Confira item por item. Afastamento que não era de trabalho, benefício lançado para quem não é seu funcionário, acidente de empresa com CNPJ parecido — erro de base acontece, e empresa que não olha paga por dado errado.
- Se achar divergência, procure quem entende do prazo. Existe caminho formal para contestar, mas ele tem janela e exige documentação. Fale com seu contador e com a assessoria de segurança antes de deixar a data passar.
Três passos
- Consulte o FAP 2027 da sua empresa esta semana e guarde o demonstrativo.
- Cruze os afastamentos listados com o que você sabe que aconteceu de verdade.
- Olhe para o ano que vem: PGR atualizado, exame em dia e CAT correta são o que derruba esse número no próximo cálculo.
Segurança deixou de ser só evitar processo. Virou linha de custo todo mês.
Gancho desta publicação: "Consulta ao FAP 2027 é liberada e exige atenção redobrada para custos das empresas", Revista CIPA & Incêndio, 20/10/2026. O texto acima é conteúdo original da SafeMed.
A SafeMed cuida do que faz esse número subir ou descer: PGR, PCMSO, exames ocupacionais em dia e gestão do eSocial para empresas de Eunápolis e região. Quer entender o FAP da sua empresa e o que dá para melhorar até o próximo cálculo? Fale com a gente: (73) 9 9912-3793.
