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Medicina do Trabalho · Engenharia de Segurança

Dor nas costas: o afastamento que voltou a crescer

20 out 2026 · SafeMed

Dor nas costas parece coisa pequena. Todo mundo tem, todo mundo conhece alguém que "travou" carregando peso. Por isso mesmo ela passa batido na empresa até o dia em que vira afastamento.

Os números do Ministério da Previdência mostram que esse dia está chegando mais vezes. Em 2025 o Brasil registrou 9.517 afastamentos acidentários por dorsalgia, contra 8.748 em 2024: alta de 8,8%. Em 2023 tinham sido 10.584. Ou seja, o número caiu e voltou a subir. A queda de um ano não garante nada para o seguinte.

De onde vem a dor que afasta

Na maioria das vezes, de duas situações bem conhecidas de quem trabalha com operação:

  • O esforço de uma vez só. Levantar peso torto, puxar uma carga travada, escorregar e cair. É a lesão aguda: contratura, lesão muscular, protusão de disco.
  • O esforço de todo dia. Horas sentado na cabine da escavadeira ou do caminhão, horas em pé na mesma posição, o corpo fora do eixo para alcançar a peça. Não dói no primeiro mês. Dói no segundo ano.

Pedreira, britagem, obra, fazenda, transporte e armazém juntam as duas coisas no mesmo turno.

Nem toda dor nas costas é do trabalho, mas a empresa precisa saber dizer qual é

Hérnia de disco e lombalgia também aparecem fora do serviço. A relação com o trabalho depende da análise de cada caso. E é aí que a empresa sem histórico fica sem resposta: se o exame de entrada não registrou como a coluna estava, se o periódico nunca perguntou sobre dor, se a tarefa nunca foi avaliada, sobra a palavra de um contra a do outro.

O que costuma faltar

  • Olhar a tarefa, não só o cargo. Dois operadores com o mesmo cargo podem ter rotinas bem diferentes. A avaliação ergonômica precisa ver o movimento de verdade: quanto pesa, quantas vezes, em que altura, por quanto tempo.
  • Controle do peso carregado. Carrinho, talha, carga dividida, duas pessoas para o volume pesado. Quase sempre é mais barato que um afastamento.
  • Alternar a postura. Quem passa o turno sentado precisa de momentos em pé, e quem passa em pé precisa de pausa. Ginástica laboral ajuda quando é parte da rotina, não evento de campanha.
  • Perguntar no exame periódico. A queixa de dor que aparece cedo é a que ainda dá para resolver ajustando o posto, antes de virar atestado.

Três passos para começar

  1. Liste quem carrega peso e quem passa o dia na mesma posição. É o grupo que merece atenção primeiro.
  2. Peça a avaliação ergonômica dessas tarefas e transforme o resultado em medida concreta: equipamento, rodízio, pausa.
  3. Use o periódico a seu favor. Dor relatada, dor anotada, dor acompanhada. É assim que a empresa protege o trabalhador e a si mesma.

Coluna cuidada no turno é afastamento a menos no fim do ano.

Gancho desta publicação: "Dia Mundial da Coluna: afastamentos por dorsalgia cresceram em 2025", Revista Proteção, 19/10/2026, com dados do Ministério da Previdência Social. O texto acima é conteúdo original da SafeMed.


A SafeMed cuida da saúde e da segurança do trabalho em Eunápolis e região. Fazemos a avaliação ergonômica das tarefas, os exames ocupacionais com acompanhamento das queixas de dor e o treinamento de manuseio de carga. Fale com a gente: (73) 9 9912-3793.

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