Ano eleitoral traz um risco que quase nenhuma empresa da região tem no radar: o assédio eleitoral. E ele não precisa de má-fé para acontecer — costuma nascer de uma conversa informal do dono ou do encarregado no meio do expediente.
O que é, na prática
É qualquer pressão sobre o trabalhador em razão de escolha política. Não se resume a ameaçar demissão. Entra aí o gestor que sugere em quem votar numa reunião de equipe, o grupo de WhatsApp da empresa que vira palanque, o comentário de que “se ganhar fulano a empresa fecha”, o brinde ou a carona para comício.
O detalhe que pega o empregador desprevenido: a responsabilidade é da empresa, mesmo quando a fala partiu de uma chefia intermediária por conta própria.
Onde isso encosta na segurança do trabalho
Pressão política no ambiente de trabalho é fator de risco psicossocial — mesma família do assédio moral, da meta abusiva e do medo de perder o emprego. E a avaliação dos fatores psicossociais passou a ser exigida no gerenciamento de riscos, ou seja, isso deixou de ser assunto só do RH e virou item de programa.
Empresa que já mapeou os fatores psicossociais tem meio caminho andado. A que não mapeou vai descobrir o problema pela reclamação.
O que fazer antes de virar caso
- Comunique a regra, por escrito, antes do período eleitoral. Uma orientação curta a todas as lideranças: política não se discute em nome da empresa nem no horário de trabalho.
- Treine quem tem equipe. O risco mora na chefia intermediária, que costuma não perceber que uma opinião dita por quem manda tem peso de ordem.
- Defina o uso dos canais da empresa. Grupo de WhatsApp, mural e e-mail corporativo não são espaço de campanha.
- Tenha um canal de escuta que funcione. Se o trabalhador não tem para onde levar a queixa internamente, ela sai pela porta.
- Registre. Comunicado enviado, treinamento realizado, lista de presença. É o que demonstra que a empresa agiu.
O ponto
Ambiente de trabalho não é espaço de campanha — para nenhum lado. A empresa que deixa isso claro cedo, por escrito, evita o constrangimento e protege quem trabalha nela.
Tema abordado em jornada divulgada pela Revista Proteção, que discutiu o assédio eleitoral no ambiente de trabalho.
A SafeMed faz a avaliação de fatores de risco psicossociais exigida no gerenciamento de riscos, com questionário validado e relatório por setor. Fale com a gente: (73) 9 9912-3793.

